As molduras dão o tom e participam da decoração de
um ambiente, e ao mesmo tempo, que se incorporam as obras de arte e podem lhe
agregar maior valor ou desmerecer tal obra quando mal escolhidas, além de
protegê-las do desgaste causado pelo tempo, poeira e ácaros e, portanto, são
peças de importância chave e requerem certo cuidado na hora da escolha.
Vou dar algumas informações e ensinar alguns
truques e regrinhas para você ser apto pra segui-las ou não e ainda assim fazer
a melhor escolha.
Primeiro: Entender a decoração do
restante da sua casa e qual estilo você quer adotar para as molduras.
Você pode seguir o mesmo estilo do restante, por
exemplo: molduras retas, simples nas cores branca ou preta para uma casa
minimalista; ou você pode ir, na contramão e brincar com os contrastes, por
exemplo: molduras antigas e misturadas com cara de comprei num antiquário para
essa mesma casa minimalista. Confesso que gosto das duas opções; vai do seu
gosto mesmo.
O importante é que você defina nesse primeiro
momento qual estilo quer adotar pra não ficar ainda mais perdido quando chegar
na loja de molduras.
Segundo: Buscar a combinação de
acordo com a obra de arte em si.
Nas lojas molduras é comum que você se depare com
aqueles murais contendo diversos tipos de moldura expostos, todos os
disponíveis naquela loja estarão ali. O ideal é você levar sua arte e ir
testando até encontrar uma moldura que combine com a obra.
Dicas:
- Molduras em tons mais claros como bege ou
branco, ressaltam as cores da obra.
- As pinturas, gravuras ou fotografias em preto e
branco, monocromáticas e/ou com linhas mais simples, combinam com molduras mais
leves, linhas retas.
- Imagens fortes, podem pedir uma moldura mais
imponente, como se a força das linhas presentes na moldura servissem para
conter a força da obra, mantendo-a em destaque sem distrair o olhar de quem
observa.
- É interessante buscar algum tom presente na arte
e trazer para a moldura, brincar com esse jogo de dentro/fora da obra.
Terceiro: Passe-partout ou paspatur
no bom e doce português.
É aquela peça que fica entre a moldura e o quadro,
normalmente feito em papel, pode ser usado em diversas cores e tamanhos e isso,
sinto dizer, também é você que define na hora de emoldurar sua obra, mas sem
desesperos:
O paspatur pode servir para dar profundidade e
perspectiva para a obra, para aumentar o tamanho da moldura, trazendo ênfase
para obras de menor tamanho e valorizar as obras no geral, além do aspecto
funcional de separar a obra do contato direto com o vidro, aumentando a
proteção e cuidado com a obra.
Falando em vidro, ele também é muito importante
para proteção e valorização da arte. Se puder, invista, nos anti-reflexivos
para não ficar se incomodando com os reflexos das luzes e todo o entorno do
quadro atrapalhando a visão.
Dicas:
- Uma obra mais simples e/ou de menor tamanho pode ganhar valor quando exposta em uma moldura côncava, que são aqueles modelos mais fundos, também conhecidos como moldura caixa e um paspatur de maior tamanho para engrandecer a arte.
- Quando para expor uma série de pinturas ou fotografias, é interessante manter a mesma escolha de modelo, tamanho e cor das molduras, para dar continuidade ao trabalho e deixar claro que fazem parte de uma sequência.
Quarto : Composição.
Se definir as molduras já é tarefa complicada, organizar a composição pode ser mais assustador ainda, mas a verdade é que você pode montar como quiser e existir milhares de arranjos prontos pra dar um norte.
Vamos as noções básicas primeiro:
Altura : O eixo do quadro quando sozinho ou o eixo da composição deve ficar na altura do olhar do observador, evitando que uma pessoa precise deslocar a cabeça para cima ou para baixo para ver o todo. Uma boa altura para isso, baseada na média de altura das pessoas no Brasil, é entre 1,55m e 1,70m. Você pode se basear na média das alturas dos moradores da casa também, mas lembre-se de se guiar pela altura dos olhos e não pela altura total, ok?
Posicionamento: Você pode se guiar por algum móvel que queira destacar junto aos quadros, como uma mesa de jantar ou um sofá, por exemplo, centralizando um quadro grande no eixo do móvel escolhido ou no eixo da composição.
Proporção: É legal ficar atento aos tamanhos das paredes e à distância existente para a observação dos quadros, pois os quadros maiores, por exemplo, precisam de mais espaço para serem vistos sem gerar desconforto e os pequenos podem ser expostos em locais que permitem uma aproximação.
Dica:
Evite posicionar os quadros menores muito próximos uns dos outros, para manter a identidade de cada um. O ideal é posicioná-los alinhados pelo topo das molduras.
Agora que você já entendeu os princípios básicos da composição de quadros, vamos falar sobre alguns exemplos:
Composição monocromática:
Para quem se identifica mais com o estilo minimalista, essa composição forma uma identidade única para a composição. Basta escolher uma moldura reta, simples e manter a mesma cor e modelo para todas as artes.
Para esse estilo, você pode escolher todas as molduras do mesmo tamanho e alinhar, criando uma espécie de xadrez - simples, limpo e lindo, ou pode alinhar algumas pelo topo e desencontrar outras.
Dica importante:
Quando para dessalinizar as molduras, mantenha uma diferença de no mínimo 5cm, para não parecer que foi um erro.
Composição errada:
Brinque com diferentes tipos de molduras e posições. Vale tudo, misture os materiais das molduras, os tamanhos, os estilos! Depois é só delimitar a área total da composição e ir encaixando os quadros dentro desse limite.
Composição em prateleira:
Pra esse estilo de composição, você vai instalar uma prateleira daquelas fininhas próprias pra suporte de molduras e espalhar os quadros sobre ela. Nesse caso é legal sugestões tamanhos diferentes de molduras e brincar com as posições, vale colocar um quadro menor passando um pouco por cima de outro maior e por aí vai.
O interessante desse modelo é que você pode mudar as posições e até os mesmos quadros, quantas vezes você quiser; sem muito trabalho e sempre com a sensação de casa nova.
Composição de diferentes maneiras na mesma parede:
Para um ar mais despojado, veja no mix de composições. Pode colocar uma prateleira menor com quadros de um lado e um quadro maior por fora, por exemplo.
Composição com diferentes elementos:
Sua composição não precisa ser composta apenas por quadros, vale a pena manipular também outros tipos de objetos decorativos como: pratos, luminárias, escritos em neon e tudo mais que sua imaginação permita.
Composição tipo galeria:
Gallery wall é um estilo onde a parede fica completamente tomada por quadros, que podem ter diferentes tamanhos, estilos... brinca com as possibilidades, vale apoiar alguns quadros maiores no chão também.
Pra finalizar, é legal lembrar que existem milhões
de possibilidades e que, no fim, o que importa mesmo é você ficar satisfeito
com o resultado.
Espero ter ajudado; e não se esqueça de curtir o
processo de transformação da sua casa.







